Como prevenir o risco de alergias
Alergias
As reacções alérgicas ocorrem quando o organismo, confuso, trata uma substância como nociva. Por outras palavras, cria uma reacção de defesa a um ataque que não existe verdadeiramente. São muitos os sintomas diferentes de uma alergia. O eczema, os eritemas cutâneos, os problemas de digestão ou as dificuldades respiratórias são os mais comuns. Determinadas regras de higiene e alimentação podem ajudar a prevenir o aparecimento de alergias. Os pais devem prestar uma atenção especial ao historial de alergias da família.
Um ambiente saudável:
A casa é um local propício para o surgimento de alergénios. Pó na carpete ou sobre a mobília, o pêlo do animal favorito do seu filho e as penas dos edredões estão na origem das alergias mais comuns. Para limitar esta invasão, areje os quartos da casa todos os dias e, em vez de limpar apenas o pó, passe um pano pela mobília e aspire no fim. O uso de um colchão anti-ácaros e a substituição dos lençóis todas as semanas pode ajudar a diminuir a disseminação dos ácaros do pó.
Os principais alergénios ambientais:
Ácaros e outros tipos de pó:
Microscópicos e invisíveis a olho nu, os ácaros invadem as nossas casas, procurando refúgio em tapetes, cortinados, colchões e, inclusivamente, peluches. O pó, no entanto, invade o ar e aí fica suspenso, onde pode ser facilmente inalado. As reacções alérgicas estão, pois, relacionadas com a respiração: rinite crónica e asma com o nariz tapado e olhos lacrimejantes.
Pólen:
O pólen é constituído por grãos microscópicos que são transportados pelo vento ou por insectos. Os que causam reacções alérgicas vêm de ervas daninhas, feno, relvados e outros tipos de relva. Os períodos em que é mais provável que as alergias ocorram vão de Abril a Junho, Setembro e Outubro. Os sintomas mais comuns destas alergias incluem pingo no nariz, espirros e olhos irritáveis.
Os principais alergénios alimentares:
Leite de vaca
Esta é a alergia mais comum entre os bebés e pode aparecer em qualquer idade ainda que, regra geral, surja na fase do desmame. Os sintomas podem incluir problemas digestivos (diarreia e vómitos), mas também eczema ou eritema da pele nos casos mais comuns. Se o seu filho for alérgico a leite de vaca, basta excluir o leite e os produtos que contêm leite (iogurtes, natas, etc.) da dieta dele. O seu médico poderá recomendar-lhe as alternativas mais adequadas. Para evitar a ocorrência de deficiências, talvez você seja aconselhada a usar água rica em cálcio ou a aumentar a ingestão diária do bebé em termos de fruta e vegetais. Consulte o seu médico pois ele poderá receitar produtos especificamente adaptados. Esta alergia costuma desaparecer com o passar do tempo.
Glúten
O glúten é uma proteína de planta contida em determinados cereais (centeio, trigo, cevada, aveia) e alimentos confeccionados com estes últimos (massas, bolachas, pão). A intolerância ao glúten, ou doença celíaca, afecta cerca de um em cada 2000 lactentes. Os sintomas desta alergia incluem diarreia, acompanhada por aumento reduzido de peso, e um estômago inchado. Se reconhecer algum destes sinais, fale com o seu médico, que a aconselhará quanto aos melhores produtos a dar ao seu filho.
Ovos de galinha
Os alergénios nos ovos estão sobretudo presentes na clara – mas não apenas. Os médicos aconselham evitar por completo dar claras de ovo ao seu bebé ao longo do primeiro ano de vida. Tal como o leite de vaca e os amendoins, os ovos, enquanto ingrediente, são usados em muitos tipos diferentes de produtos alimentares, mas também para determinadas vacinas (para papeira, gripe, etc.). Os sintomas de alergia aos ovos podem ser respiratórios (asma) ou estar relacionados com a pele (eczema ou eritemas). Mas, para garantir que inclui proteínas na dieta do seu filho, substitua os ovos por carne, peixe gordo ou cereais e vegetais secos.
Amendoins
O amendoim é uma leguminosa utilizada pela indústria alimentar como ingrediente na sua forma original ou como produto derivado (o óleo, por exemplo). As reacções alérgicas aos amendoins são, na maior parte das vezes, exantemas, eczema ou edema. Tal como sucede com a maioria das alergias, o risco de choque anafiláctico não pode ser excluído.
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Tenha cuidado com o que ele come
Introduzir novos alimentos na dieta do seu bebé é uma altura fantástica.
Você vai divertir-se muito ao ver o bebé fazer caretas ou sorrir para expressar as suas preferências em termos de comida. A dieta do seu bebé é vital para a sua saúde e ajuda a prevenir as alergias. É, pois, uma boa ideia mudar gradualmente a dieta do seu filho. Quando começar a introduzir os sólidos, o que não deve acontecer antes dos quatro meses, mas sim por volta da passagem do quinto para o sexto mês de vida, dê-lhe apenas um tipo de alimento de cada vez. Tal irá ajudá-la a identificar com mais facilidade eventuais alergias a alimentos. Deve evitar introduzir nesta etapa alimentos que sejam alergénios conhecidos. . .
A legislação exige que os fabricantes de produtos alimentares para bebé, sensíveis aos riscos de alergias e intolerâncias alimentares, usem uma rotulagem clara, de forma a ajudar os pais a identificarem potenciais ingredientes a que o bebé possa ser alérgico. A embalagem indica se o produto contém leite ou respectivos produtos derivados ou até mesmo soja e respectivos produtos derivados, glúten, especiarias ou aipo. No caso de um historial de alergias na família, é aconselhável adiar a introdução dos sólidos na dieta do seu filho por, pelo menos, seis meses. Nesse caso, fale com o médico: ele irá aconselhá-la sobre os alimentos mais adequados a introduzir nas refeições do seu filho e as respectivas quantidades. Os primeiros sinais de uma alergia alimentar estão, regra geral, relacionados com a pele. Mostre-se sempre muito vigilante quando o seu bebé experimentar um novo alimento e consulte rapidamente o médico se se verificar o desenvolvimento de sintomas.
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